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Vem aí a 32º Feira do Livro de Brasília

Vem aí a 32º Feira do Livro de Brasília


A 32º Feira do Livro de Brasília irá acontecer nos dias 16 a 24 de Julho de 2016 no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e teremos uma programação especial dedicada aos blogueiros. No primeiro final de semana (16 e 17 de julho) irá acontecer o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Literários. Isso mesmo! Um dia inteiro com palestras e bate-papo sobre a nossa paixão/profissão. A ideia é mostrar ao público como funciona o nosso trabalho, desde a criação de um blog até o momento em que conseguimos ganhar dinheiro com isso (o sonho de muitos, a conquista de poucos, infelizmente). Queremos que este seja o primeiro de muitos eventos do gênero, pois acreditamos que o trabalho dos blogueiros deve sim ser valorizado e reconhecido não só no mercado editorial, mas também no mercado de trabalho como um todo.

Haverá debates abertos ao público ao longo do encontro e, ao final, um coquetel fechado apenas para os blogueiros. 

Este é um evento que será coordenado pela Academia Literária DF e a escritora Marina Oliveira, com o apoio e orientações da Coordenação Geral da 32º Feira do Livro de Brasília. 


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Lançamento: Livro contra a homofobia religiosa

Lançamento: Livro contra a homofobia religiosa

Por Oliver Fábio

Pastor lança livro contra a homofobia religiosa

Autor desafia leituras conservadoras da Bíblia, lançando um novo olhar sobre o que ela, de fato, diz sobre as minorias sexuais.

O pastor Alexandre Feitosa acaba de concluir mais uma obra literária: Teologia Inclusiva: fundamentos, métodos, história e conquistas. A obra é mais um lançamento da Oásis Editora, especializada em publicações teológicas voltadas para o público LGBT. O livro é o sexto trabalho do Pastor, que estreou em 2010 com a bem sucedida obra Bíblia e Homossexualidade: verdade e mitos, que está a caminho da terceira edição. Sua obra é marcada pela leitura histórico-crítica das Escrituras, método que contextualiza os versículos, interpretando a mensagem sob a luz dos aspectos culturais, históricos, religiosos e sociais da época bíblica. A leitura histórico-crítica da Bíblia lança luz sobre os textos que supostamente condenam as minorias sexuais. Essa abordagem permite concluir que os conceitos de orientação sexual, homoafetividade e identidade de gênero estão ausentes dos textos bíblicos. O lançamento nacional do livro ocorrerá neste sábado, 18/06, na Comunidade Athos Brasília.

Kibook - Qual o tema desse novo trabalho?
AF - Seguindo uma linha semelhante às obras anteriores, este novo trabalho propõe reflexões bíblicas sobre as minorias excluídas e segregadas por conceitos religiosos. A partir das Escrituras e, especialmente a partir de Cristo e da Igreja Primitiva, somos levados a compreender que a Bíblia está longe de ser um livro homofóbico, como muitos acreditam. O tema deste trabalho é a inclusão das minorias sexuais sob a perspectiva de Cristo e das primeiras comunidades cristãs. Uma análise minuciosa e livre de ideologias conduzirá o leitor da Bíblia, inevitavelmente, a um novo olhar, livre de preconceitos sobre aqueles que, tradicionalmente, fomos levados a discriminar. Nunca, no Brasil e no mundo, os direitos da comunidade LGBT se expandiram tanto, por outro lado, em proporção semelhante, em nenhum outro momento o preconceito e a discriminação contra essa comunidade vieram à tona com tanta intensidade.

Kibook - Qual a relevância desse livro para o cenário atual?
AF – A importância desse trabalho está em seu papel esclarecedor. Todo preconceito é gerado pela falta de informações. É necessário quebrar o ciclo do preconceito. O preconceito precede a discriminação. Os crimes de ódio, como o praticado no último domingo em Orlando, são motivados pelo preconceito. No Brasil, a realidade é ainda mais triste. Pesquisas do Grupo Gay da Bahia (GGB) indicam que um LGBT é morto a cada 26 horas. As estatísticas são alarmantes. Em 2015, 318 LGBTs foram assassinados. Esses dados colocam o Brasil no topo quando o assunto é violência contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Ao quebrar o ciclo do preconceito, a violência deixa de existir. O livro tem um caráter informativo, formativo e reflexivo. Aliamos informação e reflexão nessa obra, tendo como ponto de partida o ministério de Jesus Cristo e os princípios do Evangelho propagados por Ele e pela Igreja Primitiva. As reflexões propostas nessa obra envolvem basicamente a inclusão de excluídos e marginalizados por questões religiosas. Abordamos desde a inclusão da mulher à inclusão das minorias sexuais, representadas pela figura dos eunucos. Se a exclusão das minorias sexuais nasce de uma interpretação equivocada da Bíblia, deve ser a partir da mesma Bíblia que a inclusão deve nascer.  

Kibook - O livro já está à venda há mais de um mês. Como tem sido a receptividade da obra?
AF – Graças a Deus nossas expectativas quanto à recepção da obra têm sido superadas. Já vendemos metade da primeira tiragem e estamos providenciando uma segunda tiragem, maior que a primeira, pois já temos lançamentos marcados em outras capitais. Tenho recebido um feedback bastante positivo das pessoas que já adquiriram o livro, o que nos motiva a continuar escrevendo novos trabalhos que contribuam para a inclusão das minorias sexuais à Igreja, bem como para o combate do preconceito a essas minorias. 

Kibook - Para concluir, uma frase que resuma o livro:
AF – A frase que resume o livro está na Bíblia, no livro de Atos, capítulo 10, versículo 34: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas. Esse princípio bíblico confirma todas as reflexões que construímos com base nos relatos dos Evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento. Em cada relato analisado, essa verdade fica evidente. Pessoas antes excluídas pela religião passam a caminhar lado a lado com Cristo. De posse dessa verdade valiosa levamos a própria comunidade LGBT a compreender que Deus não exige mudança de sua constituição sexual. As minorias sexuais são aceitas por Deus, pois a diversidade é parte de Seu trabalho criativo. O livro nos leva a encarar a comunidade LGBT sob a perspectiva de Cristo, quebrando o ciclo do preconceito e da violência, promovendo um entendimento gracioso das Escrituras e uma cultura de paz.

Um pouco mais sobre o autor: Alexandre Feitosa é brasiliense, graduado em língua portuguesa, pastor e professor. Desde 2006, dedica-se ao estudo da Teologia Inclusiva e a palestras sobre o assunto. É autor das seguintes obras: Bíblia e Homossexualidade: verdade e mitos (2010), O Prêmio do amor (2011), A Igreja Trans (2012), Quem está manipulando a Bíblia? (2013), Lições Bíblicas Conhecimento & Graça (2014). É membro da Comunidade Athos de Brasília, uma igreja protestante inclusiva.  



Lançamento do livro: 18 de junho de 2016 a partir das 19h30 na Comunidade Athos Brasília – SDS – Conic – Edifício Eldorado, Entrada B, Subsolo, Sala 17.

Especificações: Teologia Inclusiva: Fundamentos, Métodos, História, Conquistas – Oásis Editora, Brasília, 2016, 102 páginas. 





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Volto quando puder

Volto quando puder

Por Oliver Fábio

“Volto quando puder” é o livro de estréia das jovens escritoras Isa Prospero e Márcia Oliveira, a narrativa é super envolvente e cativante, foi publicado pela Hoo editora e tem tudo para conquistar os adolescentes.

Sinopse

Artur é um garoto de 14 anos que mora com a mãe e vê o pai aos finais de semana, pois os pais são separados. Tudo isso muda quando a mãe morre, e ele passa a morar com o pai, Guilherme. Charmoso, extrovertido, tatuador na Galeria do Rock, ele está longe de ser o pai que Artur sempre quis.


Pra completar, o garoto é obrigado a mudar de escola e, a partir daí, começa uma nova fase em sua vida. Além de não ser o cara mais popular da escola, ele faz alguns inimigos em pouco tempo. Mas há duas pessoas que o Artur curte muito: o Alexandre, considerado o melhor professor do mundo pelo garoto, e a Priscila, menina tão interessante, que Artur nem acredita quando ela se aproxima.

Conflito de gerações, dificuldade de comunicação entre pais e filhos, sexualidade e primeiro amor: são todos os desafios que o Artur tem que viver durante a adolescência.


O jovem Arthur precisa enfrentar seus dilemas, terrores, confusões, descobertas, revoltas, luto... para isso, ele necessita amadurecer, ter autocontrole, parar com as birras, deixar de lado sua impulsividade e sua língua afiada, para encarar todas essas situações e não mais fugir delas.

Toda a história mostra o quão importante é fazer laços na vida, pois esses laços ajudam na hora de encarar os problemas de frente e vencer. É uma leitura indispensável para pais e filhos: para os filhos refletirem e compreenderem a bagagem e complexos que os pais carregam e serve muito bem para os pais entenderem os enormes dilemas que seus filhos adolescentes vivem. Que por medo, vergonha e etc, acabam não se abrindo em casa e vão desbravar sozinhos o mundo, a sexualidade e conflitos internos, aventura que não é adequada para adolescentes que ainda estão formando o seu caráter e personalidade, e ainda não possuem nenhum sabedoria ou experiências de vida. O livro serve como um despertar para ambas as partes se notarem e juntos atravessarem essa fase tão complicada que é a tal adolescência.

Lendo o livro, voltei a minha adolescência e vi como eu também era bobo, dramático e no mundo da lua. Prepare-se, pois você vai entrar no universo dos jovens atuais, e tudo é desnudado pelas autoras de forma brilhante.

Este livro realmente deveria entrar na lista obrigatória de leituras das escolas, pois abre margem para ótimos debates em classe, pois os assuntos são bem pertinentes aos alunos.

Com sua narrativa instigante e por trazer muitas reflexões só posso dizer que super recomendo a leitura.



Saiba mais sobre esse livro e outros lançamentos, acessando: HOO EDITORA



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"O livro das coisas que nunca aconteceram"

"O livro das coisas que nunca aconteceram"


Hoo editora lança "O livro das coisas que nunca aconteceram".
Ana Luiza Savioli mescla assuntos como religião, homofobia, machismo e violência.


A hoo editora lança um novo título no dia 17 de abril. O livro das coisas que nunca aconteceram, de Ana Luiza Savioli, conta a história de Harry Darwin, um garoto que foi salvo da morte por alguém que nunca conheceu. Entre tantas questões abordadas, a obra dá destaque ao preconceito, à homofobia, à amizade e ao amor. O lançamento acontece às 16 horas, no Espaço Fábrica São Luiz, em Itu. O livro tem 400 páginas, e já está disponível na pré-venda do site da editora, www.hooeditora.com.br, por R$ 39,90.

A autora tem 24 anos, nasceu em Sorocaba e cresceu em Itu. É Técnica de Alimentos e ainda aos 21 publicou seu primeiro livro, Platônico. Hoje trabalha como Analista de Bacteriologia para o Ministério da Agricultura e, entre trabalho e estudo, seu hobby é se aprofundar em pesquisas científicas e aplicá-las em suas histórias.

“Ser escritora sempre foi o sonho primário. Desde antes de aprender a escrever, ser escritora fazia parte do que eu esperava do futuro. Desde muito criança fui estimulada por professores e pela minha mãe a praticar a escrita. Mesmo crescendo em Itu, tive a sorte de ter professores menos conservadores, que me ensinaram o valor do diferente. Espero que o livro possa passar a mensagem correta – de paz, amor, aceitação e união”, diz Ana.

A autora afirma que esse foi um livro difícil de escrever. “Quis explorar todos os conceitos que permeavam minhas ideias na época de escrita. Então tem um pouco de tudo: relatos de homofobia, preconceito, depressão, mas com momentos mais alegres, com amizade e amor andando juntos”, explica.

Harry Darwin, personagem principal da história, descobre que a pessoa que o salvou da morte foi misteriosamente encontrada morta no dia seguinte ao salvamento. “Atraído por esse mistério, ele se aproxima do irmão da vítima, Matthew Knight. Assim, acaba entrando nas missões de viagem no tempo para curar o tecido da realidade, pelas quais Matthew e sua família são responsáveis”, completa a autora.

Ana conta que escreveu o livro pelo desejo de ler uma história que mesclasse discussões importantes como religião, homofobia, machismo, violência, com um toque de ciência e filosofia. “É o livro que eu gostaria de ler. Como não existia, escrevi”, conclui bem-humorada.

A hoo editora é especializada em literatura LGBT e aposta na temática como forma de combate ao preconceito e contribuição para a conscientização das pessoas sobre a diversidade. Para Ana, a iniciativa não só é ótima, mas necessária. “Trata-se de um momento em que toda força é válida, e uma editora focada em livros com representatividade é uma força gigantesca. Assim toda uma geração que se vê oprimida pode encontrar a si mesmo também na literatura”.

Serviço
Local: Espaço Fábrica São Luiz
Data: 17 de abril
Horário: 16 horas
Endereço: Rua Paula Souza, 492 – Centro, Itu – SP
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Ler e escrever no Brasil - Vamos conversar?

Ler e escrever no Brasil - Vamos conversar?

Por Vanessa Vieira

Vamos conversar um pouquinho sobre o universo da leitura?  Não sou especialista no assunto, mas penso que há algumas questões sérias a serem pensadas. Principalmente por nós, leitores, blogueiros literários e professores quede uma forma ou outra sempre estamos envolvidos com o universo literário.  A questão principal de nossa conversa, vou adiantando, está relacionada com o que se lê, o que se escreve e para completar, com o que se valoriza em nosso país. Vamos pensar um pouco sobre atitudes, e sobre as implicações que elas podem ter em nosso ato de ler. Comecemos com uma pergunta: 

Você acha legal olhar e ler uma imagem parecida com esta abaixo? 




Com certeza, se você é brasileiro e um leitor assíduo vai ficar indignado, desconfortável... Ou qualquer coisa do tipo. Certo? A menos que você não leia nada... Sabemos que é uma brincadeira, mas uma brincadeira com fundo de realidade. Mesmo sendo esta uma realidade praticamente já ultrapassada. Afinal, hoje em dia nas cidades mais avançadas só não lê quem realmente não quer. Sebos, livros digitais, trocas... Temos toda possibilidade de acesso aos livros...  
Mas agora faço outra pergunta. Você que é brasileiro, que se incomodou com a imagem apresentada o que pensa quando ouve frases do tipo: 

"Os livros nacionais não me interessam... Não tem nada que preste! São mal escritos, editados. As capas são ruins... etc, etc, etc..."

Sabe como eu me sinto? Tão ofendida quanto na imagem que mostrei a cima. Da mesma forma que "Eles" não percebem que estamos lendo mais, "Nós" quando nos deixamos levar por estas ideias não estamos percebendo, ou melhor deixando de conhecer e saber, que a literatura brasileira tem sua identidade (e não é como as internacionais, simplesmente porque é 'brasileira' e não estrangeira) e mais que isso, temos autores muito bons, livros incríveis que, infelizmente, por falta de reconhecimento de algumas editoras e também de alguns leitores acabam ficando esquecidos nas caixas ou lidos por poucas pessoas. 

Sim, tenho visto muitas editoras dando espaço para autores jovens, ou veteranos, porém, iniciantes na parte da publicação. Mas a questão aqui é: - Será que nós leitores temos valorizado nossos autores? Como agentes da cultura da leitura nós blogueiros, professores, editores e leitores precisamos ter claro o que podemos fazer para que este quadro mude em nosso país. E estou falando tanto da observação que se faz sobre o leitor como a observação que se faz sobre o escritor. Isso é uma questão social! Para vencer as barreiras que ainda temos na cultura literária precisamos de valorização e só vamos conseguir isso se andarmos juntos. 

Não estou dizendo que precisamos parar de ler livros escritos por pessoas de outro país, jamais! Até porque tem vários autores que acho interessantes e não pararia de ler mesmo. Mas, que tal começarmos a pensar sobre quais autores nacionais eu achamos interessantes e também não pararíamos de ler. Essa atitude simples já faz uma diferença enorme. Vale a pena pensar no assunto! 




TEXTO CEDIDO POR  Vanessa Vieira
 DO BLOG PENSAMENTOS VALEM OUROACESSE E ENCONTRE ÓTIMAS LEITURAS. 
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A vez dos Nacionais

A vez dos Nacionais


“Torta de Climão” é uma espécie de livro-revista, em formato de quadrinhos, que traz várias tirinhas, na qual retratam situações comuns e incomuns do universo LGBT, de uma forma bem-humorada. O autor Kris Barz apresenta inúmeras nuances desse arco-íris de pessoas e deixa o seu recado para sociedade despertar e encarar os homoafetivos com um novo olhar.

"Torta" deixa claro que a diversidade do meio LGBT é concreta, e que a sociedade precisa quebrar o estigma da imagem que a mídia por muitos anos reproduziu em novelas e filmes, tentando delinear um arquétipo e o que menos existe no meio é padronização.   

As minhas tirinhas favoritas foram: “Será?”. Por trazer uma reflexão sobre o questionamento ‘ser ou não ser’ e pela esperança de dias melhores. “O casamento de Mari & Joana”, por dá um tapa na cara de algumas pessoas que se dizem tradicionais e adeptas a certos valores, que até elas mesmas já esqueceram. E “Paixões diárias de 5 minutos”, confesso que essa me representa bem, tenho a mania de visualizar nas pessoas algumas possibilidades, amores, sonhos... Isso vem da minha adolescência repleta de amores platônicos e ainda não aprendi a lidar bem com isso.



Kris sempre gostou de quadrinhos e percebeu que no Brasil não havia personagens de HQ gays. Surgiu então a ideia do “Torta de Climão”, em 2012. O autor sentia falta de quadrinhos que abordassem a realidade LGBT do ponto de vista de alguém que pertencesse a esse grupo.

Queria criar uma história em quadrinhos que falasse disso, mas que não fosse apenas “informativo” a didático, mas que também falasse de forma bem desencanada do dia a dia desse grupo, das gírias, das situações específicas que acontecem com LGBTs e também daquelas situações que são comuns a todo tipo de pessoa, como relacionamentos, amizades, etc.

As personagens têm seus próprios passados, preconceitos, opiniões, afetos e motivos diversos em suas vidas. Kris tenta mostrar que há uma gama de tipos de pessoas tão vasta no mundo, que é possível se identificar com traços diferentes de personagens variados e também não se identificar com alguns. Entre as pessoas LGBTs, há de tudo um pouco. Do clichê ao insólito e é possível você ser ambos em diferentes aspectos ou mesmo nenhum deles e não há problema nisso.
 

Que a sociedade possa compreender e respeitar todas as cores que compõe essa imensa diversidade que é o mundo... a vida.

Foi uma grata surpresa esse exemplar e agradeço a Hoo Editora pela cortesia. Tenho um rascunho de um livro com temática homoafetiva, quem sabe um dia eu o tire da gaveta e apresente para a Hoo, editora essa, que é especializada em publicações com temática LGBT e já conta com outras publicações que merecem nossa atenção e que em breve comentaremos aqui: “Nicotina Zero” de Alexandre Rabelo e “Volto quando puder” das autoras Isa Prospero e Márcia Oliveira.

Quer conhecer um pouco mais sobre “Torta de Climão”? Então acesse pelo Facebook: Torta de Climão 
E conheça também a Hoo: www.hooeditora.com.br



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(In)consciente

(In)consciente


Nosso canal é sobre literatura, porém abrimos um espaço para essa série brasileira que promete conquistar muita gente.

O (In)consciente é uma web série gravada inteiramente em Curitiba. Trata-se de um projeto independente, realizado entre a parceria de três produtoras curitibanas: YAW(Laboratório de ideias), Coletivo do Bem e Moitará Cinegráfica.

A série conta a história de um psicólogo no início de carreira e de passado dúbio. A narrativa traz uma diferença chave em contraparte a outros produtos com a mesma premissa: o fato do psicólogo ser o centro do enredo, pois ao invés de focar nas patologias dos pacientes, mostrará como essas pessoas afetam o personagem e suas relações com quem divide a vida. Os diálogos são incríveis e as atuações muito bem estruturadas, além de contar com direção e fotografia brilhantes.

A primeira temporada tem previsão de lançamento para fevereiro deste ano. No momento está em fase de pós-produção (edição e composição de trilha sonora original). Já saiu o primeiro teaser e com certeza vocês irão querer mergulhar no abismo junto com o doc. Vou deixar os links do projeto pra quem quiser saber mais informações:

www.facebook.com/inconscientewebserie
www.instagram.com/inconscientewebserie
https://twitter.com/Inconsciente_BR



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A vez do Nacionais

A vez do Nacionais

Por Jander Gomez

A literatura voltada para o público gay é extremamente rica, quando falamos de quantidade, tanto que muitas editoras decidiram apostar nesse segmento. Exemplo: Hoo Editora, Orgástica, Metanoia e Escândalo. A Galera Record, Rocco e Companhia das Letras, vez ou outra publica algum livro da temática. 

Mas vamos lá, existem no mercado editorial alguns títulos que merecem destaques no ambiente literário gay.  Não apenas por contarem uma história, mas por fazerem com que os leitores realmente sintam-se dentro delas, que reflitam, releiam, indiquem e compartilhem pelo simples prazer de fazê-los. Ou seja, por contarem uma boa história. Vou citar alguns: 

“Sobre garotos que beijam garotos” (Casa da palavra, 2015, 96p.) é do Youtuber Enrique Coimbra. Carioca que começou a despontar na rede com o blog “Discípulos de Peter Pan”. É autor de outros livros: Hereges da Santa Cruz e Um gay suicida em Shangri-la. Sobre Garotos que beijam garotos conta a história de Enzo, um menino que beija garotos, que não acredita em namoro e que sofre por se apaixonar por quem não se apaixona por ele. Essa atitude muda quando Ian, um jovem hétero demonstra interesse em Enzo e, a partir daí nasce em Enzo começa a ter por Ian alguns sentimentos diferentes. Ou será mais uma peça do destino? 

Aponto esse livro por um único motivo: É o retrato de uma geração queer. Os problemas, medos e sentimentos apresentados pelo autor, como a confusão, a distorção de sentimentos, e as palavras são nada mais que meros elementos sucintos a realidade dessa geração. É uma história curta, mas cativante e reflexiva até onde deseja ser. Teimosa quando deve e eloquente quando precisa.  

Outro destaque é o livro do Fernando Favaretto chamado "Ninguém me explicou na escola" (Editora Desfecho, 2014, 366p.). Eu li o livro quando estava de bem com a vida, mas se tivesse o lido quando estava na bad, com toda certeza teria ficado com muitos grilos na caraminhola. 

O livro tem bases reais dos diários do autor entre 1992 e 1994, quando ele era seminarista. Então desse prenúncio você já tem uma ideia de como será a história que traz muitos questionamentos em uma época que não havia tantos esclarecimentos sobre a homossexualidade. Eu sou desse tempo e posso dizer que muitas das dúvidas levantadas pelo autor atormentaram meus sonhos, como vou para o inferno, Deus me condena, o José da escola esta passando a mão na minha bunda, o que faço, fui tomar banho com os outros meninos e fiquei constrangido ou excitado, e por aí vai. 

Indico, pois é um livro que, como eu disse anteriormente, retrata uma geração totalmente diferente da que temos hoje e, vale dizer que todo conhecimento é válido. Ainda mais quando baseado em fatos reais. 

"Trilogia do desejo" de Roberto Muniz Dias (Editora Metanoia, 2015, 360p.), esse talvez seja o livro mais complexo dessa lista. O autor, Roberto Muniz Dias é exímio ao detalhar a alma do Ser Humano homossexual em seus desejos, medos, aflições e sonhos. Trilogia do desejo, apesar de ter esse nome, não é um livro sequencial, mas sim um compilado de trabalho do autor com seus três livros premiados, "Adeus a Aleto", "Um buquê improvisado" e "Urânios". Três histórias que fazem do leitor personagem, do narrador coadjuvante na lúcida tentativa de despertar o romantismo dentro de nós, leitores. 

Esse livro merece destaque pela forma como foi composto e pela linguagem que o autor trabalha. É um livro que você deve estar descansado, tranquilo e em paz para poder lê-lo. Um detalhe curioso é que a capa do livro foi criada pelo próprio autor. 

"O preço de ser diferente" (Editora Vida e consciência, 2005, 368p.) de Mônica Castro é de longe o livro mais querido de uma geração que teve o romantismo e as paixões homoafetivas correndo nas veias. É um livro espírita ditado por Leonel. Nele a autora estabelece uma narrativa singela, firme e apaixonante ao contar a história de Romero e o seu drama em se aceitar gay, o preconceito de seu pai, na escola e a perseguição sofrida por um ex-ficante. Esse foi o único livro que me fez chorar, no fim. 

A leitura vale pelo paralelo que o autor traça a espiritualidade com o mundo carnal, a forma como vemos nossos sonhos e nossas aflições terrenas. Diferente de "Ninguém me explicou na escola", que aborda temas polêmicos e deixa questões espirituais em aberto, "O preço de ser diferente" explica-as do ponto de vista Kardecista. Vale a pena ler. Sem contar que é uma história emocionante. 


"RE+começar" (Editora Kazuá, 2015, 280p.) de Jander Gomez.  Esse é o primeiro livro do autor que traz uma perspectiva diferente das histórias apresentadas. Nele é abordado temas como a homofobia, preconceito dentro de casa, amizade e o ápice do livro é o pós-morte. Digo pós-morte porque nessa história recheada de sentimentos latentes, o autor conta a historia de Roger, um rapaz que era casado com Renan e, por consequências da vida, Renan morre. O personagem então, viaja para a casa de sua mãe – que não sabe de sua homossexualidade – de férias do trabalho e lá, vai tentar se recuperar da morte do marido. E é nesse ponto que o livro ganha forças. Muitas histórias são recheadas de contos ficcionais e personagens exuberantes. Mas no livro de Jander Gomez, os personagens são reais. Sofrem dores reais. Risos reais. Situações reais.   

O livro vale ser lido por trazer reflexões sobre temas cotidianos e por ter quotes maravilhosos. A história é embasada em alguns fatos reais da vida do autor e é carregada de sentimentos. É um livro que pode ser lido em dois dias tranquilamente e sem dúvida, é emocionante. É uma leitura atual. 


"Risco de vida" (Editora Globo, 1995, 496p.) de Alberto Guzik é primordial para quem deseja viajar na cultura paulistana da década de 80, principalmente nos teatros, cafés e bares da época. Há também o submundo, onde gays se reuniam para seus encontros. Nesse livro maravilhoso, Alberto conta a história – não tão bonita, mas que foi vida de muitos gays da época – de Thomas, um professor e crítico de teatro que conhece Cláudio, um jovem confuso entre realidade e sonhos. Juntos, vão viver o amor de forma intensa e pulsante. 

A princípio esse livro não chama muito a atenção. Mas quando começamos a ler e mergulhar de verdade na história dos personagens, ficamos tão absortos do tempo que esquecemos completamente a vida que segue. Esse livro é importante para que possamos entender um pouco mais sobre o mal que assola o mundo – não só gay, como heterossexual também – que é a AIDS.  Sua leitura requer certo nível de concentração e empenho, pois em muitos momentos a personagem devaneia nas cenas de teatro da época e, sua escrita parece não ter fim. Em muitos momentos me perdi e tive que voltar algumas páginas, mas não me arrependo. 


E por fim, o clássico dos clássicos da literatura GAY datado de 1895, "Bom-crioulo" (Editora Atelie, 2014, 232p.) de Adolfo Caminha. É sem dúvida o primeiro livro da temática lançado pelas bandas de cá do mapa. Nele, além de trazer a riqueza de detalhes de uma época pós–escravatura e escravatura, era o nascimento, vida e morte do negro (Isso se ainda não o é em muitos lugares, inclusive aqui!) Amaro, personagem central do livro, para ser livre alista-se na marinha. Lá ele conhece Aleixo, um grumete por quem se apaixona. E desde então, sua vida muda. 
Não vou contar muito sobre esse livro, pois é um dos melhores livros da temática. 

A leitura de Adolfo Caminha, para quem conhecesse, pode ser prazerosa, rica e consistente, quanto cansativa e extenuante. A linguagem é culta e muitas vezes temos que recorrer ao famoso pai dos burros (Grifo meu). 

Ressalto-o por ser um livro clássico e histórico. Vale por conhecimento e por paixão. 

Para Eduardo Santarello da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, há um aumento nas publicações acadêmicas e jurídicas voltadas para o segmento GAY. “Antes tínhamos mais referencias consagradas porque eram poucos que produziam. Muita gente que produz hoje é na área acadêmica ou jurídica. Produção histórica, sobre a história da homossexualidade, por exemplo, ou história dos movimentos gay. Mas romances gay, comparado com o número de publicações editoriais mensais, ainda são pouquíssimos”. 

Vale ressaltar aqui que há muitos nomes no mercado que estão fazendo a mudança da literatura gay e literatura feminista. Essa lista contempla alguns poucos nomes e faz menção a autores em tempos e temas diferentes. Evidentemente nomes conceituados ficaram de fora como, Caio Fernando de Abreu, Rubem Fonseca (Meu ídolo-mór), José Silvério Trevisan, Herbert Daniel (De quem sou fãzaço) e muito mais. Mas oportunidades não faltaram para falar dos mestres. 

É importante ressaltar que quanto maior o número de livros no mercado que abordem essa temática, maior será o número de leitores e assim a informação chega àqueles que desconhecem a causa ou veem com pífias ideias da militância. O livro faz com que o leitor sinta as dores, desilusões, apatias, alegrias de um personagem e entenda um pouco do universo-arc0-íris. 

Fica aí a dica Kibook ! 
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Escritora L. L. Alves

Escritora L. L. Alves


Visando a valorização dos escritores nacionais, abrimos o espaço "A vez dos Nacionais", e nessa primeira edição vamos apresentar a escritora L. L. Alves e a saga Instituição para Jovens Prodígios.

 L. L. Alve é o nome artístico de Luene Langhammer Alves. Ela é formada em Letras - Língua e Literaturas Inglesa pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Apaixonada pelo mundo das letras, a autora mescla seus dias entre leituras e escritas. Ao todo já escreveu 9 livros, variando entre fantasia, romance e chick-lit. Seu primeiro livro publicado é o primeiro de sua série fantástica: Instituição para Jovens Prodígios - A Seleção.

A saga Instituição para Jovens Prodígios começou a ser escrita em 2010, através de um sonho misterioso e confuso da escritora. Cerca de um ano depois, todas as informações e enredo foram definidos, principalmente em viagens de ônibus até a casa dos seus pais, em Itajaí.

Não demorou muito para que L. L. Alves descobrisse que apenas três livros não seriam suficientes para concluir a história da jovem prodígio Lara. Em menos de dois anos, a autora escreveu os quatro livros da saga, sendo que o primeiro, A Seleção, foi publicado em abril de 2013 pela editora Biblioteca24horas. A Traição, o segundo volume, foi publicado em formato digital pela plataforma Amazon em setembro de 2014 e A Revelação em agosto de 2015.

Os três volumes foram sucessos de vendas na Amazon, ficando por vários dias no TOP 10 de BEST SELLERS da Revista Veja.

A saga se passa, em um primeiro momento, na região oeste do Rio de Janeiro, revelando a protagonista nerd Lara Müller e suas frustrações da adolescência. Aos poucos vamos conhecendo melhor sua família, amigos e sua vida amorosa, principalmente quando uma Instituição misteriosa abre suas portas para jovens de todo o mundo.

Mistérios, amigos, inimigos... Em quem Lara pode confiar?

Título: Instituição para Jovens Prodígios – A Seleção
Autora: L. L. Alves
Ano: 2013
Páginas: 312

Sinopse
Do subúrbio carioca para uma Instituição de jovens superdotados na Inglaterra, Lara Müller, uma adolescente com todas as frustrações e inseguranças típicas da idade aprenderá que para realizar seu sonho é preciso fazer sacrifícios. Deixando tudo de mais precioso para trás, nossa protagonista precisa encarar uma nova realidade, muitas vezes assustadora... Quando Lara se deixa levar pela curiosidade e é atraída pelos novos ares de Sheffield coisas ligeiramente estranhas começam a acontecer... Por que ela sente como se alguns alunos a conhecessem? Por que parece que já fizera inimigos em tão pouco tempo? E, principalmente, quais os reais interesses dos mantenedores dessa poderosa instituição? Com uma nova melhor amiga ao seu lado, Lara começa a acreditar que está ficando maluca... É normal um pombo se comunicar com uma garota?
Biblioteca24horas:
- Edição Impressa: R$ 38,66
Amazon:


Título: Instituição para Jovens Prodígios – A Traição
Autora: L. L. Alves
Ano: 2014
Páginas: 264 páginas
  
Sinopse
Depois de descobrir que a tão aclamada Instituição para Jovens Prodígios não é aquilo que aparenta ser, Lara Müller está em busca de respostas. Principalmente em relação às mudanças que seu corpo está sofrendo e, é claro, em relação aos seus sentimentos. Como lidar com a distância e a saudade que sente da sua família e de Lucas? Como lidar com as novas emoções que assombram sua mente e coração? Lara aprenderá mais sobre si mesma e sobre os jovens daquela Instituição, mas ainda há muito a descobrir... Hugh Howard, com seus olhos misteriosos e beijos doces, quem é ele e o que ele quer? Irene, com seu sorriso encantador e amizade acolhedora, o que esconde? Patrick, com seu jeito brincalhão, oculta algum passado sombrio? O que aqueles garotos e garotas têm de tão especial? Lara se deixa levar pela emoção, por ter finalmente se encaixado em algum lugar, com um garoto maravilhoso ao seu lado e uma melhor amiga confidente até que... Decisões são tomadas e ela vê sua vida de pernas para o ar. O que fazer quando tiram de você uma parte importante da sua existência? 
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Título: Instituição para Jovens Prodígios – A Revelação
Autora: L. L. Alves
Ano: 2015
Páginas: 353

Sinopse
Lara está em busca de respostas. 
O que ela mais temia aconteceu: sua atitude inconsequente resultou na notícia mais aterradora que poderia ter recebido após longos meses fora do Brasil. Apesar disso, ela tenta se recuperar do choque e da traição, enquanto batalha para não deixar os acontecimentos recentes a impedirem de seguir com a sua vida. Em meio a amizades inesperadas, Lara fará de tudo para descobrir o plano insano dos poderosos mantenedores da Instituição para Jovens Prodígios. Afinal, por que eles foram colocados ali, com habilidades sobre-humanas e capazes de se transformarem em animais? Quais os papeis de Irene, Hugh, Claire, Akira, Patrick, e tantos outros jovens? O que o futuro lhes reserva? O que o passado diz sobre cada um deles? 
Lara questiona sua vida e suas escolhas, como nunca antes, mais madura e muito mais consciente de sua habilidade mental. Aos poucos, ela se juntará a novos aliados e, lado a lado, eles não serão apenas alunos montando um quebra-cabeça – em breve se tornarão um exército de prodígios com habilidades únicas e inexploradas. 
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Finalmente Lara descobrirá tudo o que mais anseia – mas será que ela estará preparada para ouvir todas as verdades? Afinal, quem é Lara Müller? 


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